O egoísmo é genético. Digo, é-nos inerente tal como a sensação de fome. Acredito que se resume a uma questão de sobrevivência.
Talvez actualmente sobreviver seja uma questão algo ridícula face à facilidade com que o Homem controla o que o rodeia, obtêm alimentos e combate adversidades. Portanto digamos que, colmatada a satisfação das nossas necessidades humanas básicas, um outro patamar de sobrevivência surge: viver. Se outrora o egoísmo se direccionava no sentido de aprazimento do básico, hoje (sobretudo em sociedades ditas civilizadas ou modernas) toma a direcção desse mesmo viver. Viver: mais do que biologicamente vivo, sentir-se vivo. A busca pela satisfação, pelo prazer, pela felicidade.
A conservação do indivíduo é o móbil para o egoísmo. Sobreviver? Viver? Independentemente do patamar de necessidades em que nos encontremos será o egoísmo o instrumento que permite atingir a satisfação da dita necessidade.
Ser egoísta não é uma questão de opção. É-se.
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